Now Playing Tracks

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aqui tínhamos falado de Stephanie e Amanda, o duo californiano Bleached que se adivinhava uma das (excelentes) surpresas de 2013. E eis que no início do mês sai finalmente o álbum de estreia Ride Your Heart (ed. Dead Oceans), cheio de imagens soalheiras directamente da Costa Oeste, numa espécie de cruzamento entre o New Wave nova-iorquino dos anos 70/80 e o inconfundível pôr-do-sol do Pacífico, numa good vibration que emana de faixas como este Next stop, escolhido como single de avanço.

Crítica: “Psycho Tropical Berlin”, La Femme

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Ana Leorne

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E começar por onde? Os La Femme já passaram o estatuto de simples banda e correm o risco de se tornarem numa estética por direito próprio, com uma sonoridade a que chamam – ou que outros chamam, porque nestas coisas da Internet nunca se sabe muito bem quem atirou a primeira pedra – «strange wave».

Psycho Tropical Berlin é o álbum de estreia da banda, mas isso não quer dizer que esteja cheio de inéditos; muitas das faixas são de registos anteriores (La Femme, Hypsoline, It’s time to wake up 2023 e Sur la planche 2013 foram extraídos do EP homónimo que saiu no início do ano e do qual falámos aqui), ou de singles que os La Femme iam lançando em jeito de ensaio para o primeiro longa-duração (La femme ressort, Françoise). Mas isso não torna Psycho Tropical Berlin menos genial.

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Não, não é uma estreia; os meninos dinamarqueses dos Halasan Bazar já andam nestas brincadeiras neo-psych-folk pelo menos desde 2008, ano em que editaram o CDR de estreia homónimo. Com uma sonoridade situada entre as harmonias vocais que cruzam sons aparentemente tão díspares como The Mamas & The Papas e Arthur Lee com um europeísmo cosmopolita que respira por entre flashbacks de San Francisco, a banda acaba de editar Space Junk pela Crash Symbols, num registo ligeiramente menos hipnótico que os anteriores, mas não menos fascinante. Space Junk pode ser adquirido em formato digital ou vinil de 10” (eidção limitada a 500 cópias) no bandcamp dos rapazes.

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Little French Songs é o quarto álbum de estúdio de Carla Bruni e foi lançado nesta segunda-feira em formato digital (o CD e vinil chegam em meados do mês, pela Barclay). Composto por 11 faixas, o álbum sucede a Comme Si De Rien N’Était e põe fim a um hiato de cinco anos, que coincidiu com o início do seu casamento com Nicolas Sarkozy e subsequente cargo de primeira-dama. Sempre num registo de pequenas canções que respiram anos 1960 por todos os poros, o single de avanço confirma este estatuto de «ex-fan des Sixties» de Bruni ao evocar o romance de Keith Richards e Anita Pallenberg (Chez Keith et Anita), naquela que é talvez a faixa mais upbeat do álbum.

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Se estivermos distraídos antes de uma primeira escuta pensamos que ouvir Willy Moon será como regressar ao mundo dos drive-ins e jukeboxes; mas este neozelandês de 23 anos, que diz não querer «fazer música retro», mistura o twist e o rock’n’roll – e as referências visuais e de estilo, porque não? – dos anos 1950 com as sonoridades possíveis graças ao mundo digital. Aliás, na sua página de Facebook, Moon descreve a sua música como se “o rock’n’roll tivesse sido criogenado em 1965, antes dos Beatles terem descoberto o LSD, e fosse reavivado 45 anos depois por um produtor de hip-hop munido de um lap-top”. O álbum de estreia, Here’s Willy Moon, sai no início de Abril pela Island Records (EUA) e Barclay/ Universal (UE).

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É um dos mais aguardados acontecimentos do ano pelos fãs da banda francesa; após o lançamento do EP homónimo no início de Fevereiro, os La Femme lançam Psycho Tropical Berlin a 8 de Abril (CD e formato digital pela Barclay, vinil pela Born Bad Records). Entre as 14 faixas do alinhamento estão Hypsoline, It’s time to wake up 2023, Anti taxi ou o single Sur la planche. O design da capa ficou a cargo do artista Elzo Durt.

Crítica: “The Next Day”, David Bowie

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Ana Leorne

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Digerir o novo album de David Bowie é tarefa complicada; não por ser demasiado denso ou extremamente complexo (ou seja, não é nada a que não estejamos já habituados) – a dificuldade que temos em voltar a respirar após a escuta integral de The Next Day tem a ver com todo um peso psicológico derivado do jogo que Bowie empreendeu quando, no dia do seu aniversário, lançou a H-Bomb chamada novo-single-novo-vídeo-e-novo-álbum-após-10-anos. E fomos todos apanhados desprevenidos – tal e qual um mini ataque nuclear.

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