July 19, 2013

rascunho:

Fica um pouco mais fora de mão que o Meco ou a praia do Cabedelo, mas é uma excelente alternativa de fim-de-semana. Para quem puder marcar um voo para Paris em 24 horas, claro está.

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July 18, 2013

rascunho:

Chegou aquela altura do ano em que as tours, festivais e afins se sobrepõem aos lançamentos e nada de muito novo aparece no universo musical; no entanto, vai-se espreitando por debaixo desta e daquela pedra, e eis que aparecem bandas que, apesar de não-assinadas, começam lentamente a estabelecer a nossa confiança na rentrée.

É o caso de Paul, Greg e Rich, o trio de Birmingham que dá pelo nome de The Circles, e que, segundo a sua página de Facebook, já cá anda há cerca de um ano. Entre uma e outra home demo, lançaram há cerca de dois meses o primeiro vídeo mais-ou-menos oficial (para It’s alright with me), numa mistura entre o garage rock e o que pomposamente chamamos neo-indie. Mas a paixão assolapada acontece quando vamos parar ao Soundcloud da banda e ouvimos a demo de Got a feelin’, que nos embala na herança do light doo-wop e FM Pop saído de uma telefonia dos anos 1950.

É manter os meninos debaixo de olho, quem sabe se para o ano temos EP cá fora?

June 28, 2013
Jonathan Rado: RAW & ODER

rascunho:

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Não, não nos enganámos a escrever; a verdade é que assim que Jonathan Rado anunciou a sua estreia a solo com Law & Order (cujo single de avanço, Faces, já foi aqui falado) começaram as inevitáveis procuras de possíveis leaks na internet. E foi numa dessas incursões nas profundezas do indie-psych que se descobriu que, afinal, Law & Order não é o debut de Rado flying solo: o EP de nove faixas RAW & ODER foi colocado no bandcamp de Jonathan Rado como tendo sido lançado a 22 de Maio, e tanto a escuta como o download são gratuitos.

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June 27, 2013
Young, gifted, and LIVE: The Strypes

rascunho:

Ana Leorne

Os bilhetes esgotaram em cinco dias, e depois de se assistir ao concerto – no O2 Academy Islington, em Londres – percebe-se porquê: do alto dos seus 16 anos, os The Strypes (foto: Derek D’Souza) actuam com uma inacreditável maturidade profissional, que se nota não apenas na excelente execução vocal e instrumental, mas também na interacção que têm com o público.

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June 25, 2013
Solstício londrino com Temples

rascunho:

Ana Leorne

Já não se via tanto menino de camisa às flores e cabelo à Donovan na fase Sunshine Superman desde o Verão de 1967; o esgotadíssimo concerto de Temples na capital britânica no passado dia 20 só veio confirmar o revivalismo euro-psicadélico da cena indie de 2013, sendo a fila de entrada para o The Dome/ Boston Arms uma espécie de alucinação em technicolorretirada de sonho lúcido bizarro.

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June 23, 2013
rascunho:

Adivinharam, é mais um lançamento neo-psych para compor o ramalhete de revival que faz com que o tempo pareça elástico e transforme o Verão de 2013 em 1967. Desta vez o ácido da semana vai para o lançamento do LP de estreia dos franceses Sudden Death of Stars, Getting Up, Going Down, que saiu no início do mês pela Close Up/Ample Play Records. A particularidade destas dez faixas consiste no facto de terem sido gravadas em fita, e posteriormente mixadas em analógico entre 2009 e 2011.
É de colocar uma ou outra flor no cabelo e ouvir o álbum na íntegra no bandcamp da banda ou no amigo Spotify.

rascunho:

Adivinharam, é mais um lançamento neo-psych para compor o ramalhete de revival que faz com que o tempo pareça elástico e transforme o Verão de 2013 em 1967. Desta vez o ácido da semana vai para o lançamento do LP de estreia dos franceses Sudden Death of Stars, Getting Up, Going Down, que saiu no início do mês pela Close Up/Ample Play Records. A particularidade destas dez faixas consiste no facto de terem sido gravadas em fita, e posteriormente mixadas em analógico entre 2009 e 2011.

É de colocar uma ou outra flor no cabelo e ouvir o álbum na íntegra no bandcamp da banda ou no amigo Spotify.

June 12, 2013
rascunho:

Com década e meia de existência, a dupla Honer/Gosling a.k.a I Monster é essencialmente conhecida pelo single Daydream in blue, extraído do seu segundo álbum Neveroddoreven (2003). Seguiu-se A Dense Swarm of Ancient Stars em 2009, e apesar das inúmeras remixes que foram aparecendo (especialmente de Daydream in blue), a banda parecia ter hibernado sem data prevista para acordar, emergindo apenas em 2011 para produzir Credo, o primeiro álbum dos Human League em dez anos.
E eis que, em meados de Abril passado, Swarf aparece como que caído dos céus. Parente próximo da psych-pop e da electrónica, o álbum respira anglicidade através das suas dez faixas, nada ficando a dever ao aclamado Neveroddoreven – bem, talvez apenas um single tão bem-sucedido como Daydream in blue. Entre Early morning robert e A new all powerful brain consegue quase ouvir-se Small Faces em Ecstasy, mas também os amigos Pulp e early Glam injectado de T Rex (Checkout luv). Menos sintético que Neveroddoreven, Swarf aproxima-se de uma maior organicidade sem renegar a sua essência electrónica, que é afinal a pedra basilar dos I Monster.
A má notícia é que até à data não há vinil nem perspectivas disso poder vir a acontecer; a boa é que o álbum pode ser ouvido na íntegra no bandcamp dos I Monster. Ana Leorne

rascunho:

Com década e meia de existência, a dupla Honer/Gosling a.k.a I Monster é essencialmente conhecida pelo single Daydream in blue, extraído do seu segundo álbum Neveroddoreven (2003). Seguiu-se A Dense Swarm of Ancient Stars em 2009, e apesar das inúmeras remixes que foram aparecendo (especialmente de Daydream in blue), a banda parecia ter hibernado sem data prevista para acordar, emergindo apenas em 2011 para produzir Credo, o primeiro álbum dos Human League em dez anos.

E eis que, em meados de Abril passado, Swarf aparece como que caído dos céus. Parente próximo da psych-pop e da electrónica, o álbum respira anglicidade através das suas dez faixas, nada ficando a dever ao aclamado Neveroddoreven bem, talvez apenas um single tão bem-sucedido como Daydream in blue. Entre Early morning robert e A new all powerful brain consegue quase ouvir-se Small Faces em Ecstasy, mas também os amigos Pulp e early Glam injectado de T Rex (Checkout luv). Menos sintético que Neveroddoreven, Swarf aproxima-se de uma maior organicidade sem renegar a sua essência electrónica, que é afinal a pedra basilar dos I Monster.

A má notícia é que até à data não há vinil nem perspectivas disso poder vir a acontecer; a boa é que o álbum pode ser ouvido na íntegra no bandcamp dos I Monster. Ana Leorne

June 11, 2013

rascunho:

É certo e sabido que a grande parte das composições dos Foxygen se devem a Jonathan Rado, mesmo que não vivessem sem o esquizofrenismo vocal de Sam France; digamos que France é o Garfunkel do Simon de Rado – mas toda a gente sabe que quando o duo folk se separou, foi Paul Simon quem mais se destacou numa carreira a solo. Más línguas e especulações à parte, o dom de Rado para compor não se limita à banda de We Are the 21th Century Ambassadors of Peace and Magic, e o single de avanço do seu primeiro trabalho a solo (que se deverá chamar Law and Order e tem data de lançamento prevista para o final do Verão) está aí para o provar. Faces mantém a vibe nostálgica que tanto caracteriza o som dos Foxygen, e conta ainda com a participação de Tom Presley (White Fence) nas guitarras.

June 7, 2013

rascunho:

Saiu o primeiro vídeo oficial dos franceses Alba Lua: When I’m roaming free foi filmado por Loan Calmon em Austin, Texas, e é o primeiro single extraído do álbum de estreia Inner Seasons (Roy Music – Budde Music/Universal). Entre o neo-psych europeu, o demi-folk norte-americano e uns laivos em jeito de Velvet Underground (o proto-psicadelismo de Roots navega ali por entre VU & Nico e White Light White Heat), o quarteto da Aquitânia (que neste momento tem Paris como quartel-general) tem sido destacado por publicações de peso como Les InRockuptibles e não poderia ter tido melhor timing para fazer a sua aparição, neste que é talvez o maior Verão de revivalismo sixties-psych desde há muito tempo.

June 3, 2013

rascunho:

aqui falámos da menina; na altura tinha sido lançado o EP Girlfriend que soava muito bem e prometia bastante no que respeita à carreira da londrina de 19 anos (sim, só tem 19). Entre os riffs rock’n’roll e a melancolia indie em jeito de juventude perdida à anos 1990, este Next To You foi lançado ontem – escolher um domingo para o lançamento é um pouco sui generis, mas também nada neste menina é comum –, e as suas cinco faixas navegam entre a crueza homemade e uma maturidade que se torna num lugar estranho dada a tenra idade da menina. Queremos mais. Álbum para breve, por favor!

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