Now Playing Tracks

Jonathan Rado: RAW & ODER

rascunho:

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Não, não nos enganámos a escrever; a verdade é que assim que Jonathan Rado anunciou a sua estreia a solo com Law & Order (cujo single de avanço, Faces, já foi aqui falado) começaram as inevitáveis procuras de possíveis leaks na internet. E foi numa dessas incursões nas profundezas do indie-psych que se descobriu que, afinal, Law & Order não é o debut de Rado flying solo: o EP de nove faixas RAW & ODER foi colocado no bandcamp de Jonathan Rado como tendo sido lançado a 22 de Maio, e tanto a escuta como o download são gratuitos.

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Young, gifted, and LIVE: The Strypes

rascunho:

Ana Leorne

Os bilhetes esgotaram em cinco dias, e depois de se assistir ao concerto – no O2 Academy Islington, em Londres – percebe-se porquê: do alto dos seus 16 anos, os The Strypes (foto: Derek D’Souza) actuam com uma inacreditável maturidade profissional, que se nota não apenas na excelente execução vocal e instrumental, mas também na interacção que têm com o público.

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Solstício londrino com Temples

rascunho:

Ana Leorne

Já não se via tanto menino de camisa às flores e cabelo à Donovan na fase Sunshine Superman desde o Verão de 1967; o esgotadíssimo concerto de Temples na capital britânica no passado dia 20 só veio confirmar o revivalismo euro-psicadélico da cena indie de 2013, sendo a fila de entrada para o The Dome/ Boston Arms uma espécie de alucinação em technicolorretirada de sonho lúcido bizarro.

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rascunho:

Adivinharam, é mais um lançamento neo-psych para compor o ramalhete de revival que faz com que o tempo pareça elástico e transforme o Verão de 2013 em 1967. Desta vez o ácido da semana vai para o lançamento do LP de estreia dos franceses Sudden Death of Stars, Getting Up, Going Down, que saiu no início do mês pela Close Up/Ample Play Records. A particularidade destas dez faixas consiste no facto de terem sido gravadas em fita, e posteriormente mixadas em analógico entre 2009 e 2011.

É de colocar uma ou outra flor no cabelo e ouvir o álbum na íntegra no bandcamp da banda ou no amigo Spotify.

rascunho:

Com década e meia de existência, a dupla Honer/Gosling a.k.a I Monster é essencialmente conhecida pelo single Daydream in blue, extraído do seu segundo álbum Neveroddoreven (2003). Seguiu-se A Dense Swarm of Ancient Stars em 2009, e apesar das inúmeras remixes que foram aparecendo (especialmente de Daydream in blue), a banda parecia ter hibernado sem data prevista para acordar, emergindo apenas em 2011 para produzir Credo, o primeiro álbum dos Human League em dez anos.

E eis que, em meados de Abril passado, Swarf aparece como que caído dos céus. Parente próximo da psych-pop e da electrónica, o álbum respira anglicidade através das suas dez faixas, nada ficando a dever ao aclamado Neveroddoreven bem, talvez apenas um single tão bem-sucedido como Daydream in blue. Entre Early morning robert e A new all powerful brain consegue quase ouvir-se Small Faces em Ecstasy, mas também os amigos Pulp e early Glam injectado de T Rex (Checkout luv). Menos sintético que Neveroddoreven, Swarf aproxima-se de uma maior organicidade sem renegar a sua essência electrónica, que é afinal a pedra basilar dos I Monster.

A má notícia é que até à data não há vinil nem perspectivas disso poder vir a acontecer; a boa é que o álbum pode ser ouvido na íntegra no bandcamp dos I Monster. Ana Leorne

rascunho:

É certo e sabido que a grande parte das composições dos Foxygen se devem a Jonathan Rado, mesmo que não vivessem sem o esquizofrenismo vocal de Sam France; digamos que France é o Garfunkel do Simon de Rado – mas toda a gente sabe que quando o duo folk se separou, foi Paul Simon quem mais se destacou numa carreira a solo. Más línguas e especulações à parte, o dom de Rado para compor não se limita à banda de We Are the 21th Century Ambassadors of Peace and Magic, e o single de avanço do seu primeiro trabalho a solo (que se deverá chamar Law and Order e tem data de lançamento prevista para o final do Verão) está aí para o provar. Faces mantém a vibe nostálgica que tanto caracteriza o som dos Foxygen, e conta ainda com a participação de Tom Presley (White Fence) nas guitarras.

rascunho:

Saiu o primeiro vídeo oficial dos franceses Alba Lua: When I’m roaming free foi filmado por Loan Calmon em Austin, Texas, e é o primeiro single extraído do álbum de estreia Inner Seasons (Roy Music – Budde Music/Universal). Entre o neo-psych europeu, o demi-folk norte-americano e uns laivos em jeito de Velvet Underground (o proto-psicadelismo de Roots navega ali por entre VU & Nico e White Light White Heat), o quarteto da Aquitânia (que neste momento tem Paris como quartel-general) tem sido destacado por publicações de peso como Les InRockuptibles e não poderia ter tido melhor timing para fazer a sua aparição, neste que é talvez o maior Verão de revivalismo sixties-psych desde há muito tempo.

rascunho:

aqui falámos da menina; na altura tinha sido lançado o EP Girlfriend que soava muito bem e prometia bastante no que respeita à carreira da londrina de 19 anos (sim, só tem 19). Entre os riffs rock’n’roll e a melancolia indie em jeito de juventude perdida à anos 1990, este Next To You foi lançado ontem – escolher um domingo para o lançamento é um pouco sui generis, mas também nada neste menina é comum –, e as suas cinco faixas navegam entre a crueza homemade e uma maturidade que se torna num lugar estranho dada a tenra idade da menina. Queremos mais. Álbum para breve, por favor!

Rascunho: As vibrações em technicolor de Liverpool

rascunho:

imageLiverpool vai voltar a ser Meca do neo-Psych pelo segundo ano consecutivo. De 27 a 28 de Setembro, todos os caminhos lisérgicamente alterados vão dar a Camp & Furnace e à Blade Factory, onde durante dois dias as vibrações serão em technicolor e os melhores sons do revivalismo psicadélico…

rascunho:

Podiam ser os Nirvana britânicos, até porque a voz roça por vezes a de Kurt Cobain e o riff de Digsaw lembra as incursões arabian-style de Love Buzz; o trio de Brighton entra de tal forma no proto-Grunge que parece saído de uma máquina do tempo vinda directamente de 1991. Formados no final de 2011, Kristian, Dan e Gianni descrevem o som de The Wytches como «depression in the desert», e a tonalidade árida combinada com as tais progressões neo-árabes não poderia ter tido melhor definição. O single Beehive queen/Crying clown sai no início de Junho pela Hate Hate Hate Records e a edição em vinil está limitada a 300 cópias.

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